Você conhece o alfabeto fonético? Descubra para que ele serve e como ele funciona na aviação

Entenda como o alfabeto fonético é usado na aviação

Alfa, bravo, romeu. Se você gosta de assistir filmes de guerra, provavelmente já ouviu os personagens recitando um monte de palavras aleatórias. Muitas vezes, a impressão que fica é que esses termos não fazem nenhum sentido dentro de uma frase. Entretanto, para quem conhece o alfabeto fonético, fica fácil entender a mensagem. 

Na aviação, esse alfabeto é muito importante para facilitar as operações dos pilotos, torre de controle e outros setores. Assim, se você já ouviu a tripulação usando esse sistema de comunicação, mas nunca soube como ele realmente funciona, você está no lugar certo! Neste post vamos explicar tudo sobre o alfabeto fonético, desde como foi criado e até as suas aplicações. 

Quer entender como funciona o alfabeto fonético na aviação? Então, venha com a gente!

Quando e por que surgiu o alfabeto fonético? 

O primeiro registro de alfabeto fonético data de 1886. Na época, a Associação Fonética Internacional (IPA) reuniu professores de origem inglesa e francesa para desenvolver um alfabeto orientado pelos sons das vogais e consoantes. Mais tarde, na década de 1920, a União Internacional de Telecomunicações (IUT) desenvolveu um código mais simples. 

O alfabeto criado pela IUT usava o nome de cidades para representar cada uma das letras. Por exemplo, A-Amsterdã, B-Baltimore, C-Casablanca e assim por diante. Entretanto, o sistema não ganhou popularidade entre os países e a tentativa de unificar as transmissões não avançou. 

Fonte - CNN Brasil
Fonte – CNN Brasil

Contudo, durante a Segunda Guerra Mundial, os países sentiram falta de um sistema único de comunicação. Naquele momento, muitas nações tinham o seu próprio alfabeto fonético. Por isso, a transmissão de informações entre aliados ficou prejudicada. Assim, os exércitos dos Estados Unidos e Inglaterra desenvolveram o código Able Baker

O código Able Baker era composto pelas seguintes palavras: 

Alfabeto Able-Baker
Alfabeto Able-Baker
Veja também: 

Alfabeto IATA

Infelizmente, o Able Baker não agradou países cujo idioma oficial não era o inglês. O código desenvolvido por americanos e britânicos foi bastante criticado por utilizar apenas palavras em inglês. Assim, para tentar deixar o alfabeto fonético mais acessível, em 1951 a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) desenvolveu um novo sistema. 

O alfabeto da IATA incluía palavras em inglês, francês e espanhol, veja a seguir: 

Alfabeto IATA
Alfabeto IATA

Alfabeto fonético da OTAN

Embora todos reconhecessem a importância de um alfabeto universal, os países não conseguiam chegar a um consenso sobre qual sistema utilizar. Assim, a Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO) propôs a unificação dos códigos e a troca das palavras que representavam as letras C, M, N, U, X. 

Depois de muito debate e discussões, a comissão chefiada pela OTAN chegou a um consenso a respeito do alfabeto fonético universal. O novo sistema finalmente ficou pronto em 21 de fevereiro de 1956. Países membros da OTAN e a IUT adotaram o código nas comunicações de rádio civil e operações militares. 

Alfabeto da OTAN
Alfabeto da OTAN

Qual a diferença entre o Alfabeto Fonético Internacional e o Alfabeto da OTAN?

Por conta das mudanças ao longo dos anos, é comum que as pessoas confundam o alfabeto fonético internacional com o sistema de código criado pela OTAN. No primeiro caso, a intenção era uma representação universal para o som produzido por cada letra. 

Assim, o alfabeto internacional é composto por símbolos acentuados que indicam a forma correta de pronunciar uma vogal ou consoante em determinado idioma. É bem comum encontramos esses sinais em dicionários. Da mesma forma, algumas pessoas usam esse código para apender uma nova língua. 

Alfabeto Fonético Internacional

Já o alfabeto da OTAN tem como objetivo facilitar o entendimento de códigos e coordenadas. Por esse motivo, ele é mais simples e as palavras que o compõem apenas pretendem facilitar a identificação da vogal ou consoante por quem está ouvindo a mensagem. 

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Afinal, porque a aviação utiliza esse alfabeto? 

Não precisa ser expert em aviação para perceber que boa parte das informações na operação deste setor são transmitidas por meio de códigos. Desde o prefixo da aeronave, até o localizador da sua passagem aérea. Assim, para que comunicação aconteça de forma correta e rápida, a aeronáutica mundial adotou o alfabeto da OTAN. 

Na aviação, o alfabeto fonético facilita a comunicação
Na aviação, o alfabeto fonético facilita a comunicação

Dessa forma, tanto pilotos, quanto tripulação, operadores de aeroporto e até mesmo agentes de viagens utilizam esse sistema de comunicação. Usando esse alfabeto é possível informar o prefixo de uma aeronave, receber transmissões do Serviço Automático de Informação Terminal (ATIS), no caso de aeroportos maiores, bem como comunicar o código do transponder ao controle de tráfego, entre outras aplicações. 

É possível aplicar o alfabeto fonético em outras situações?

Sim! A princípio, esse alfabeto foi desenvolvido para facilitar as comunicações militares durante combate e também para proteger o conteúdo de mensagens importantes trocadas entre países aliados. Só depois é que o sistema foi adotado pela aviação. É verdade que no nosso dia a dia, esse código não vai ter muita utilidade.

Afinal, nem sempre precisamos comunicar códigos. Entretanto, conhecer esse sistema pode nos ajudar muito quando precisamos resolver problemas com as companhias aéreas. Em uma ligação, por exemplo, as informações vão ser muito mais assertivas se você usar esse sistema para informar um localizador, código do voo ou mesmo dados pessoais. 

O alfabeto fonético é um sistema simples que garante o bom funcionamento de toda uma operação na aviação. Como falamos, ele nem sempre será usado por nós no dia a dia, mas vale a pena conhecer. Agora conte para nós, você já conhecia esse sistema de comunicação? Já usou o alfabeto da OTAN alguma vez?

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