LATAM anuncia recuperação judicial. Descubra como isso pode afetar a sua vida

Latam Brasil pediu recuperação judicial
Latam Brasil pediu recuperação judicial. O que motivou essa decisão.

Se você tem acompanhado o nosso blog com certeza já viu por aqui alguns posts falando sobre as dificuldades que o setor de turismo tem enfrentado, principalmente as companhias aéreas. Infelizmente, a crise causada pelo coronavírus tem surpreendido até as mais bem preparadas empresas. Assim, nesta terça-feira afiliadas do grupo LATAM entraram com um pedido de recuperação judicial. 

Com uma drástica redução na quantidade de voos, bem como cancelamentos e remarcações gratuitas as empresas aéreas têm encontrado dificuldades para manter o equilíbrio financeiro. Assim, para que você entenda os motivos que levaram o grupo a tomar essa decisão e como ela pode afetar a sua vida nós elaboramos este post. Venha com a gente. 

Processo de reorganização da LATAM

Em seu comunicado oficial o grupo decidiu usar o termo reorganização para abordar do assunto. Contudo, na prática, estamos sim diante de um caso de recuperação judicial. O pedido foi feito nos Estados Unidos e sob a proteção do capítulo 11 da lei americana — que trata da reestruturação voluntária de dívidas. O CEO da empresa, Roberto Alvo, afirma que a LATAM entrou na pandemia saudável. 

Porém, apesar das diversas medidas adotadas ainda não foi suficiente para evitar que o grupo chegasse a essa situação. Vale lembrar que antes da crise a companhia realizava 1.400 voos diários em 26 países, entretanto, no mês de abril as operações foram reduzidas em 95% e em maio 1.400 funcionários foram demitidos no Chile, Peru, Colômbia e Equador.

Assim, o pedido de recuperação foi a saída encontrada pelo grupo, pois esse processo evita que a companhia feche as portas e que continue operando enquanto negocia com os seus credores. Felizmente, a empresa já conseguiu um apoio de US$ 900 milhões dos seus principais acionistas: as famílias Cueto e Amaro e a Qatar Airways.

Como essa medida vai afetar a vida dos clientes brasileiros

De certa forma, os brasileiros que são clientes da LATAM e que participam do programa de fidelidade da empresa podem respirar um pouco mais aliviados. O pedido de recuperação judicial foi feito pelas afiliadas do Peru, Colômbia, Estados Unidos, Chile e Equador, ou seja, as subsidiárias do Brasil, Argentina e Paraguai não fazem parte do processo. 

Além disso, a LATAM no Brasil está realizando negociações com o governo brasileiro para conseguir suporte financeiro para manter as operações da empresa. Vale lembrar que o grupo garantiu que as suas afiliadas vão continuar operando. Da mesma forma, os vouchers emitidos, políticas de flexibilidade e pontos do programa LATAM Pass vão ser respeitados.

A crise das aéreas

Embora seja a maior empresa a pedir recuperação judicial — até o momento — a LATAM não é a única do setor que passa dificuldades durante a pandemia. Há algumas semanas falamos aqui no blog do caso de outra companhia latino-americana a Avianca Holdings. Entretanto, grupos norte-americanos como a American Airlines, United e Delta Air Lines estão negociando ajuda dos Estados Unidos. 

Da mesma forma, as empresas Gol e Azul aqui no Brasil e o grupo Air France-KLM estão buscando ajuda estatal. Por fim, a companhia alemã Lufthansa recebeu na última segunda-feira (25/05/2020) uma ajuda de 9 bilhões de euros, que equivale a US$ 9,8 bilhões, da Alemanha para pudesse continuar com as suas operações.

Esse é um momento de muitas incertezas para o setor aéreo mundial e de acordo com a IATA esse período de turbulência ainda vai demorar um pouco para acabar. A associação prevê que a categoria só volte a operar nos mesmos níveis que em 2019 daqui há pelo menos três anos. Ou seja, até lá ainda vamos ver algumas reviravoltas nesse mercado.

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