Se tem uma coisa que todo mundo concorda é que usar cartão em compras no exterior é, na grande maioria das vezes, uma má ideia. Além do IOF, também temos que arcar com o spread do cartão de crédito.
O spread do cartão de crédito é como as letrinhas miúdas de um contrato. Estão lá, quase ninguém vê, mas podem mudar tudo! Assim, essa taxa pode colocar a perder toda a economia que tentamos garantir em um compra no exterior.
Esse termo em inglês significa propagação, extensão, aumento. No caso das compras internacionais com o plástico, essa nomenclatura significa um acréscimo — ou ágio — no valor do câmbio.
Ele considera as informações do mercado financeiro. Nesse sentido, dois aspectos têm correlação direta com o ágio praticado por uma instituição, são eles a PTAX e o Markup.
Para calcular o valor do spread do cartão de crédito, os bancos utilizam a PTAX. Trata-se da taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas negociações de compra e venda do dólar durante o dia.
Outro fator que implica no valor do spread do cartão é o markup. No contexto financeiro esse termo pode ser traduzido como margem de lucro. Esse custo é semelhante ao spread, mas ele é cobrado pela bandeira do plástico e não pelo banco.
Quando compramos em uma moeda estrangeira que não é o dólar, esse valor precisa ser convertido para espécie norte-americana, antes de ser transformado em real.
Mas, quem faz esse serviço é a bandeira do cartão. Assim, a taxa para converter euro, libras, ienes ou qualquer outra moeda em dólar é chamada markup, que varia de acordo com a moeda que será convertida para dólar, bem como com a bandeira.